PF cumpre mandado de prisão contra deputado Gilmar Fabris
Deputado recebeu a notícia em Rondonópolis e retornou para Cuiabá
A Polícia Federal (PF) está cumprindo neste momento mandado de prisão contra o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), vice-presidente da Assembleia Legislativa.
Segundo apurou o MidiaNews, o deputado saiu de seu apartamento, em Cuiabá, ontem, por volta das 5h30, antes de os agentes da polícia federal cumprirem o mandado de busca e apreensão, autorizado pelo ministro Luiz Fux, do STF, na 12ª fase da Operação Ararath.
Como a PF não o encontrou em sua residência, foi pedido o mandado de prisão contra o parlamentar por obstrução de provas. Segundo o mandado, ele saberia da operação e teria levado documentos antes da chegada dos agentes.
Ontem mesmo, o deputado viajou para Rondonópolis, onde tem residência. Na manhã desta sexta, ele foi informado, por telefone, que policiais federais estiveram em seu apartamento em Cuiabá a fim de cumprir o mandado de prisão.
Por telefone, Fabris disse ao MidiaNews que está, neste momento, retornando a Cuiabá para se apresentar à sede da Superintendência da PF.
"Não procede a acusação da Polícia Federal. Sempre saio de casa por volta das 5h30 da manhã. E também não retirei nenhum documento de minha residência, tanto é que ficaram joias de minha esposa e relógios de minha propriedade no cofre do apartamento", disse Fabris.
O deputado afirmou ainda que deve retornar a Cuiabá.
Fabris foi citado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), como sendo um dos parlamentares que teriam sido beneficiados com o chamado “mensalinho”.
Conforme o ex-governador, os pagamentos, fruto de propina, serviam para comprar apoio para sua gestão na Assembleia.
Outro Lado
Em nota, o deputado Gilmar Fabris negou que tenha agido de forma a destruir provas ou obstruir a Justiça.
Disse também que a prisão será questionada por sua defesa, já que parlamentares só podem ser presos em flagrante ou em decorrência de crime inafiançável.
Veja nota na íntegra:
"Com relação ao pedido de prisão autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) nega que tenha agido para destruir provas ou obstruir a Justiça.
O parlamentar estava desde ontem em Rondonópolis. Ao tomar conhecimento da ordem de prisão pegou a estrada em direção a sede da Polícia Federal em Cuiabá para se apresentar acompanhado dos seus advogados de defesa.
A legislação autoriza a prisão de parlamentares somente em caso de flagrante ou crime inafiançável, o que não se enquadra ao caso e será questionado pela defesa."
O parlamentar estava desde ontem em Rondonópolis. Ao tomar conhecimento da ordem de prisão pegou a estrada em direção a sede da Polícia Federal em Cuiabá para se apresentar acompanhado dos seus advogados de defesa.
A legislação autoriza a prisão de parlamentares somente em caso de flagrante ou crime inafiançável, o que não se enquadra ao caso e será questionado pela defesa."
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