Operação contra crime organizado em SP com 31 mandados de prisão tem 22 foragidos

Delegado considerou operação um 'sucesso' graças à prisão de chefe e de integrante de facção criminosa. 280 policiais e 120 viaturas fizeram parte da ação.




Operação Inconfiência Mineira, deflagrada nesta segunda-feira (15) pela Polícia Civil de São Paulo contra o crime organizado na região metropolitana, divulgou balanço nesta tarde no qual informou que, dos 31 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 22 pessoas continuavam foragidas até a publicação desta reportagem e somente 2 foram encontradas. Outras 7 já estavam presas, em vias de serem soltas, mas precisaram permanecer cumprindo prisão devido ao novo mandado.
Além dos mandados de prisão, houve 56 de busca e apreensão na operação contra células do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. O nome da operação se deve ao fato de que os alvos da facção atuavam em Cidade Tiradentes, bairro da Zona Leste da capital paulista que leva o nome do líder da Inconfidência Mineira. Dois homens foram detidos no bairro e levados ao 4º Distrito Policial de Guarulhos. 
De acordo com a GloboNews, apesar do número reduzido de prisões, o delegado que coordenou a operação, Fernando Santiago, considerou que "foi um sucesso" porque foi possível prender um chefe da facção criminosa e outro membro do grupo. Perguntando sobre se acredita que tenha havido vazamentos, considerando o baixo número de prisões, o delegado negou.
A operação envolveu 280 policiais e 120 viaturas da polícia. Foram apreendidos computadores, 4 tijolos de maconha e documentos que, segundo a polícia, levarão ao desmantelamento de outras células da facção criminosa em São Paulo.
“Nós deflagramos a operação hoje para combater apenas uma célula da organização criminosa. Nós temos ainda pelo menos umas cinco células ainda sendo investigadas, atuando na Zona Leste de São Paulo. Essas duas prisões de hoje são de dois personagens de elevada e destacada hierarquia na organização criminosa”, disse o delegado em entrevista coletiva.
Mais cedo, nesta segunda, Santiago chegou a dizer foi efetuada a "a prisão mais valiosa", pois foi preso, segundo ele, o responsável pelo julgamenro dos integrantes do PCC, um libanês também chamado como Hezbollah. O suspeito já tem passagem por tráfico internacional de droga e foi detido com passaporte e 4 kg de maconha. 
"Foi uma prisão importante porque ele ocupava um cargo de liderança nessa organização criminosa, mais precisamente nessa célula que atua no bairro de Cidade Tiradentes", disse.

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